Diagnóstico Final

Siringoma


Cortes histológicos de pele revelam, na derme, grupamento de glândulas écrinas ectásicas, revestidas por epitélio cuboidais, por vezes achatado, que, em algumas glândulas, chega a conferir-lhes aspecto de "vírgula". Preenchendo tais elementos, observa-se material amorfo eosinofílico. De permeio, observa-se pequeno número de linfócitos.

Discussão

O siringoma é um tumor anexial benigno do ducto sudoríparo écrino intraepidérmico. Caracteriza-se por pápulas, em geral múltiplas e, às vezes, isoladas, assintomáticas e de ocorrência mais freqüente em mulheres adultas. Ocorre esporadicamente, mas existem formas familiares, com herança autossômica dominante, que afetam igualmente os dois sexos e parecem representar uma forma de mosaicismo. Histologicamente, o siringoma consiste da proliferação de numerosos pequenos dutos, cujas paredes são revestidas usualmente por duas fileiras de células epiteliais achatadas, num estroma fibroso, localizadas na derme papilar e reticular superior. As luzes dos dutos contêm detritos amorfos. Alguns dutos possuem pequenas caudas semelhantes a vírgulas, dando-lhes a aparência de girinos. Há, ainda, cordões sólidos de células epiteliais basófilas independentes dos canais. Perto da epiderme podem haver luzes canaliculares císticas cheias de queratina, revestidas por células que contêm grânulos de cerato-hialina, assemelhando-se a mílio. Às vezes, essas estruturas se rompem, produzindo reação tipo corpo estranho. Pela histoquímica e microscopia eletrônica, o siringoma representa um adenoma de canais écrinos intraepidérmicos. Pode haver depósito de cálcio na luz dos dutos, observado também nas mitocôndrias pela microscopia eletrônica, sugerindo papel da estrutura siríngea na patogênese da calcinose cutânea.

Referências

1- http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962006000400006.