Diagnóstico Final

Malacoplaquia


Exame histológico de amostras de bexiga urinária relevam infiltração intensa de histiócitos, com citoplasma vacuolado ou eosinofílico. Frequentemente observam-se corpúsculos de calcosferita (Michaelis-Gutmann). De permeio há infiltrado linfoplasmocitário associado, por vezes com folículos linfoides. Nota-se hemorragia antiga, representada por pigmento hemossiderínico livre e no interior de macrófagos.

Discussão

A malacoplaquia constitui doença granulomatosa rara. Ocorre geralmente em mulheres e acomete, na maioria dos casos, o trato genitourinário. A sintomatologia da malacoplaquia que envolve a bexiga urinária é variada e geralmente apresenta-se como infecções recorrentes do trato urinário inferior. A fisiopatologia não está bem definida, mas acredita-se que decorra de um déficit funcional de células monomorfonucleadas em sua função fagocitária, gerando em acúmulo de cálcio e ferro, resíduos de glicolipídeos bacterianos. As lesões são visíveis na cistoscopia como massa firme e amarelada, com umbilicação central. Histologicamente, é definida pela presença de células de Von Hasselmann, que são histiócitos ovóides que possuem corpos intracitoplasmáticos, os corpúsculos de Michaelis-Gutmann, patognomônicos da doença. O interior desses corpúsculos marca positivamente para as colorações de von Kossa, Perls’, PAS e azul da Prussia, demonstrando o acúmulo de cálcio e ferro.

Referências

1- DONG, H. et al. Malakoplakia of the urogenital tract. Urology Case Reports, 3(1), 6 – 8, mar 2015. Acesso em 09/01/2017.
2- GLUFKE, V.; et al. Malacoplaquia: relato de caso e revisão da literatura. AMRIGS, Porto Alegre, 47 (1): 71-74, jan.-mar. 2003. Acesso em 09/01/2017.