Diagnóstico Final

Glomangioma


Cortes histológicos revelam neoplasia benigna, bem circunscrita, constituída por vasos convolutos, envoltos por proliferação monótona e sólida, de células redondas, de aspecto epitelioide, com núcleos arredondados e citoplasma eosinofílico. O estroma apresenta-se hialinizado.

Discussão

O tumor glômico é uma neoplasia rara derivada do tecido mesenquimal, de caráter benigno. Geralmente, surge dos tecidos moles, notadamente do corpo glômico da musculatura lisa e perfaz menos de 2% de todas as neoplasias das partes moles. Pode ocorrer em quaisquer idades, com leve predominância em adultos jovens. Os sítios primários mais comumente afetados são as regiões acrais como mãos, punhos, pés, bem como membros superiores (face flexora), face, joelhos, trato digestório e, de forma menos frequente, bexiga, mediastino, cabeça e pescoço. A manifestação clínica mais comum é a aparição de nodulações vermelho-azuladas, dolorosas, notadamente às mudanças de temperatura e ao estímulo tátil. Microscopicamente, o glomangioma é formado por pequenas células redondas com um padrão uniforme, com núcleo central e citoplasma eosinofílico. São células que podem se apresentar em ninhos envoltos por capilares. O estroma pode demonstrar um padrão hialinizado ou mixoide. As más formações glomovenosas, também conhecidas como glomangiomas, são caracterizadas por estruturas vasculares como hemangiomas cavernosos, envoltos por pequenos grupamentos de células glômicas. Não se pode descartar um componente hereditário quando as lesões são diagnosticadas em indivíduos que exibem parentesco. Nestes casos, pode-se estar diante de uma entidade genética, com padrão de herança autossômica dominante devido a mutações do gene GLMN do primeiro par cromossômico.

Referências

1) Fletcher, CDM, et al. WHO Classification of Tumors of Soft Tissue and Bone. IARC, 2012