Alterações pseudossarcomatosas em meningiomas de grau I

Tem sido observado um padrão morfologicamente distinto do infarto em meningiomas de grau I da OMS simula anaplasia focal criando alterações pseudossarcomatosas. Foram publicados na Modern Pathology por Tejus A. Bale do Departamento de Patologia do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em fevereiro de 2020, nove casos que mostraram um componente de células fusiformes, pseudossarcomatoso, com alta atividade mitótica (12-14 mitoses/10 HPF), Ki-67 quantitativamente elevado (média 75 ± 25,0%), ausência de expressão de RP, SSTR2A ou EMA e expressão significativa de SMA (50%). As taxas de progressão e recorrência foram baixas, em contraste com coorte de controle de meningiomas de grau II e III da OMS (n = 16). Os dados indicaram que as características pseudossarcomatosas representam alterações reativas ao infarto do meningioma, ao invés de anaplasia verdadeira, e apoiam adicionalmente a aplicação da análise do padrão de metilação de DNA como um complemento para avaliação prognóstica do comportamento do meningioma.

Experts define a morphologically distinct pattern of tumor infarction and associated sarcoma-like changes, mimicking focal anaplasia, in otherwise WHO grade I meningiomas. The presented nine cases that showed a discrete spindle-cell (pseudosarcomatous) component with brisk mitotic activity (12-14 mitoses/10 HPF), elevated Ki-67 (mean 75.5±25.0%, quantified), absence of PR, SSTR2A, or EMA expression, and potential SMA expression (50%). The progression rate was high, in contrast, among a comparison (control) cohort of consecutive WHO grade II and III meningiomas (n=16). The data indicated that pseudosarcomatous changes describe reactive changes to central meningioma infarction, rather than focal anaplasia, and additional support the application of DNA methylation-based analysis as a beneficial adjunct for prognosticating meningioma behavior.